Eu cheguei!

EAÍ MOÇADA DO MEU BRASIL BRASILEIRO!
Como é que vocês estão?

Sei que muitos de vocês estavam morrendo de saudades de mim (Mentira!), que também se preocuparam muito comigo durante a viagem (Mentira!) e que estão loucos para saber como está sendo minha vida aqui nas terras dos cangurus, como estou me virando com o inglês, como é viajar durante tantas horas, se estou vendo surfistas com pranchas em todas as partes da cidade ou se já atravessei a rua com um coala no colo. CALMA MINHA GENTE! Todas as dúvidas de vocês serão sanadas a partir de agora. Sei que tem realmente gente muito curiosa e mesmo que eu queira responder todo mundo pelo Whatsapp ou pelo Facebook, infelizmente não consigo. O fuso horário faz com que eu não consiga conciliar tão bem os meus horários com os horários das outras pessoas. Mas chega de papo furado!

Os momentos finais em Porto Alegre foram intensos. Sério gente! Não consegui parar um minuto até a chegada do motorista que me levaria para o aeroporto. Precisei refazer as malas para que coubessem mais coisas, colocar algumas fotos em um dos pen drives que levaria, carregar meu celular várias vezes para que assim que chegasse aqui na Austrália tivesse bateria para tirar algumas fotos e vlogar (O que acabou não dando) e colocando tudo aquilo que havia esquecido pela casa, pelo meu quarto ou pelo banheiro na mala. Tentei controlar minha tristeza de estar deixando tanto a Nick quanto a minha mãe em Porto Alegre, mas acabei chorando bastante no momento em que me despedi da minha chuquinha (Apelido carinhoso da Nick). Saí de casa antes das três horas da manhã.

Chegando no aeroporto, fui informada que só conseguiria fazer check-in a partir das quatro horas da manhã. O que não foi nenhum problema, porque as horas passaram extremamente rápido. Quando minha amiga e eu percebemos, estávamos embarcando para São Paulo. Não tive nenhum problema em relação ao serviço de bordo ou com algum possível problema na aeronave, inclusive, até descansei um pouco ouvindo as músicas que a companhia aérea disponibiliza. O único problema aconteceu quando tivemos que pousar em território paulista, vocês sabem o quão intenso é o tráfego aéreo de São Paulo, então tivemos que fazer inúmeras voltas com a aeronave até que o pouso fosse autorizado. Para quem não sabe, o tempo de espera de uma conexão para outra no nosso caso era de apenas uma hora e meia. Então como atrasamos, tivemos que sair às pressas do terminal de desembarque, com as bagagens de mão extremamente pesadas e com relógio contra nós. Eu sinceramente achei que fosse perder o voo já que não aguentava mais carregar aquele peso e não tinha mais fôlego para correr. Imaginem a cena: Tia Vic sedentária, com mais ou menos 5kg em uma das mãos e 5kg em outra, correndo e totalmente agasalhada. Imaginaram? Pois então.

Já na segunda aeronave, fiquei extremamente decepcionada. No site da LAN, tinha visto toda a programação da TV de bordo e pensei comigo: Ok, vou poder assistir minha série bem relaxada, tomando uma águinha e vislumbrando esse céu. No final, estava eu apertada naquele banco sem quase poder me mexer direito. Com muito calor e sem ter nenhuma distração durante as cinco horas que se sucederam. Ok né, tinha umas músicas, mas eu não estava em clima de bailão porque me senti no Clube da Saudade (Um baile de terceira idade), então minha única opção foi dormir durante a maior parte do voo. Quando chegamos no Chile, eu não acreditei. Me senti tão bem de estar em terras chilenas que quase pedi para que me deixassem lá. E o melhor disso tudo é que bem diferente do outro voo, deixaram à nossa disposição um ônibus para facilitar o transporte. Me senti como a Gisele Bündchen descendo as escadas. Tirando a parte do ônibus, a ausência de beleza e altura, claro!

Antes de embarcamos na última conexão (Aleluia pai amado!), tivemos alguns probleminhas com relação ao check-in, mas nada que não tivesse como reparar. Escolhemos um lugar aleatório (O único com dois assentos livres) para que nós duas pudéssemos sentar juntas. Tive auxílio total dos funcionários da companhia aérea e até um dos comissários me ajudou a colocar minha bagagem de mão no compartimento (Para quem não sabe, sou extremamente baixinha então não consigo fazer muita coisa sem estar na pontinha dos pés). Simplesmente amei todo o serviço de bordo da Qantas. Desde a parte estrutural do avião até a simpatia de todo mundo, sem contar na TV de bordo com inúmeros filmes, álbuns dos meus cantores preferidos e lógico, toda a parte engordativa. Sempre escuto dizer que a comida de avião é péssima, mas em nenhuma das companhias aéreas tive problema. Meu bucho gostou muito do que provou. Tive um tratamento tão classe A, que até sorvete da Nestlé recebi.

Depois de muito tempo conversando com minha amiga, nós iniciamos uma conversa com o rapaz ao nosso lado. Na realidade, foi a minha amiga que começou a conversar porque pelo que eu lembre, eu estava dormindo. Mas depois, social como eu sempre fui, comecei a arriscar um espanhol muito básico misturado com um inglês um pouco melhor e com o português fluente (Se não estivesse fluente, aí né...) para que ele pudesse me entender, já que ele era do México. O mais engraçado disso tudo, é que o Christian estava casualmente sentado no assento próximo ao que Rafaela e eu escolhemos. Em determinada parte da conversa descobrimos que iríamos com a mesma empresa de transfer para as nossas respectivas acomodações.

Depois de fazermos toda a parte “burocrática” como passar pela imigração, pegarmos nossas bagagens na esteira (As minhas vieram intactas gente! É para glorificar de pé!) e declarar ou não nosso bens, fomos atrás do lugar que a empresa havia nos dito para irmos. Nosso transfer acabou sendo mais rápido que nós três e nos achou. Detalhe: Nós éramos os únicos que ele estava esperando. O primeiro que foi deixado em casa, foi o Christian pela proximidade do aeroporto com a acomodação dele. Depois, chegou a minha vez.

Conversei bastante com a minha Host Mom sobre várias coisas. Falei um pouco sobre mim, ela contou a história dela e da família, falamos sobre planos em território australiano, dicas para aprimorar o inglês e algumas regras em relação ao nosso convívio. Querem saber como eu conheci meu Host Dad? Aguardem, vocês vão gostar!


Por hoje, deixo vocês com esse enorme resumo das minhas últimas horas no Brasil, minhas horas voando e as primeiras na Austrália! Vou tentar ao máximo postar o mais breve possível sobre o meu segundo dia aqui em Sydney, ok? Aqui está uma correria e ainda estou bastante cansada. Um beijo enorme para vocês e desculpem pelo tamanho dessa postagem, mas como sempre disse e torno a dizer, vou sempre informar ao máximo vocês. Fiquem bem, see ya! <3 (Logo mais, logo menos sai o primeiro vlog!)

Um comentário

  1. Adorei o post, é realmente pousar em território paulista não é legal, sempre demora... rs rs
    Agora quero saber como conheceu seus Host Dad, fiquei curiosa rs rs
    Beijoss, Chris

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